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Engenharia genética aplicada à produção de AT

Modificação genética

Segurança e Rotulagem dos GMOs

De acordo com a teoria da equivalência substancial, se um alimento GM for equivalente em composição a um alimento existente, pode ser considerado tão seguro como o seu equivalente convencional. Este princípio reconhece que a comida representa uma mistura complexa e que a composição detalhada e valor nutritivo das colheitas depende de diversos factores (condições de crescimento, do clima, aditivos alimentares, etc.).Nesta avaliação o seguinte pode ocorrer: o alimento é considerado equivalente ao alimento convencional; é considerado equivalente com excepção de certas partes (DNA que foi introduzido); não é considerado equivalente ou não há termo de comparação.

Há muita controvérsia em relação a esta teoria, quer pelo facto de ser considerada inadequada por uns, quer pela dificuldade de estabelecer padrões em diferentes países e pela necessidade de, para além deste, se realizarem testes relativos à composição, valor nutricional, toxicidade e potencial alergénico da planta.

As proteínas constituem a maior parte e principais alergénicos. A introdução de um gene numa planta pode torná-la alergénica, isto é, pode induzir a resposta alérgica a pessoas já hipersensíveis à substância ou levar a uma pessoa que não era alérgica, a passar a sê-lo. Logo, não se deve introduzir substâncias já tidas como alergénicas nos alimentos GM. Devido à dificuldade em determinar se uma proteína é alergénica, deve-se redobrar cuidados em verificar esta possibilidade antes da planta ser introduzida na alimentação, tendo em mente que as plantas GM são passíveis de ser testadas mas os seus derivados (exemplo, açúcar derivado de plantas GM), não. Há que ter em conta a possibilidade de alergia por inalação e contacto para além da ingestão.

Dois tipos de DNA viral são usados nas plantas GM, promotores e genes que codificam a capa proteica protectora do vírus. Foi sugerido que a integração de DNA viral nas plantas leva ao aparecimento de novos genes, através da recombinação. Porém, esse processo é pouco provável de acontecer devido às barreiras naturais. Coloca-se a questão da transferência dos elementos transponíveis levar a modificações, o que parece improvável visto que estes elementos foram repetidamente transferidos entre as diferentes espécies ao longo da evolução sem causar qualquer impacto na biologia dos seres vivos.

Outra preocupação é a do DNA das plantas GM poder interferir com o DNA dos consumidores. A maioria do DNA é digerido no tracto intestinal, porém, uma pequena porção pode passar para determinadas células (células M) nas quais será destruído. Apesar disso, é possível que o DNA seja incorporado em algum célula do organismo mas os efeitos serão insignificantes.

Existe um grande debate na área da rotulagem de alimentos GM.

Por um lado implica custo para os consumidores, por outro nem todas as companhias se dispõem a fazê-lo. Os diferentes custos na rotulagem também ajudam a explicar as diferentes posições.

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